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Opinião
26/09/2022 - 06h03
Sua Excelência, o eleitor
José Luiz Boromelo
 

“Sua Excelência”. Esse pronome de tratamento deveria ser utilizado por todos os ocupantes de cargos eletivos quando se referirem ao eleitor, que são os responsáveis diretos pela escolha de seus representantes. Acontece que a imensa maioria dos políticos se coloca em condição de superioridade em relação ao cidadão comum. Esse fato é visível na conduta dos parlamentares, que estabelecem limites e distâncias que julgam convenientes. Alguns só retomam o contato a cada quatro anos, impulsionados por interesses próprios e da agremiação política a que são filiados. Parecem querer apenas engambelar mais uma vez os eleitores a fim de manter os vultosos subsídios e múltiplas vantagens a que têm direito, a julgar pela discrepância de tratamento dispensado cá e lá, quando interagem com os nobres pares nas sessões das casas legislativas.

Esse comportamento se repete ainda nas votações de determinados projetos. É irrefutável a constatação de que nossos ilustres representantes tendem a direcionar suas escolhas naquelas propostas que venham a atender a propósitos específicos, excluindo-se desse rol o interesse maior da coletividade. Prova disso foi a vergonhosa aprovação do pérfido e ultrajante Fundo Eleitoral. Os valores astronômicos, fruto do suor do contribuinte brasileiro irrigam as campanhas eleitorais dos partidos políticos e seus candidatos. Faltou combinar com os pagadores de impostos a anuência dessa garfada imoral de mais de quatro e meio bilhões de reais. Recursos que deixaram de ser investidos em saúde, educação, segurança pública e fomentos importantíssimos para diversas áreas são utilizados para eleger aqueles que, salvo raríssimas exceções, buscam apenas se locupletar do aparato público.

É evidente que o eleitor tem meios para selecionar com mais eficiência seus candidatos. A Internet oferece amplas possibilidades de controle e acompanhamento dos trabalhos legislativos e da vida pregressa dos calouros aos cargos eletivos. Porém, somente a cautela não é suficiente para mudar o comportamento dos parlamentares. O sistema eleitoral haveria de passar por mudanças significativas. Uma das principais iniciativas para estimular o desempenho parlamentar em prol da população seria a proibição constitucional da reeleição, em todos os cargos legislativos e executivos. Essa seria uma forma efetiva de oxigenação salutar dos representantes, mas sabe-se de antemão que isso dificilmente se viabilizará no País, por motivos óbvios.

Não obstante a postura por vezes questionável de nossos representantes, é imprescindível o comparecimento às urnas de todo cidadão apto a votar. É uma demonstração de responsabilidade, patriotismo e dever cívico; a mais perfeita manifestação do exercício da plena democracia, que deve ser exercida respeitando-se opiniões distintas e na mais absoluta civilidade. E nesse momento especial, o povo tem o poder em suas mãos. Que seja feita a vontade, pelo menos nesse momento, de Sua Excelência, o eleitor!


Nota do Editor: José Luiz Boromelo, escritor e cronista em Marialva (PR).

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