Tal qual gillette deitada sobre mesa de fórmica
Vá-se embora chuva, nos desobrigue de pagar mico... vá molhar desertos, irrigar catingas, abastecer o velho Chico. Vade retro, dê o fora, procure vazios e faça poças, encha poços necessários, deixe o sol brilhar, não mofe meus armários... Há limites. Chega chuva... Pare de molhar meus ossos. Isto é um aviso, vá por bem, ou irá por mal, se houver insistência, mantida a freqüência, recorro à magia, e no meio da rua, deposito sal... O Sol contente verá, a chuva morrendo no poente... e dirá altivo, fora daqui teimosa umidosa. Chega de chuva. Chô...
Nota do Editor: Sidney Borges é jornalista e trabalhou na Rede Globo, Rede Record, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo (Suplemento Marinha Mercante) Revista Voar, Revista Ícaro etc. Atualmente colabora com: O Guaruçá, Correio do Litoral, Observatório da Imprensa e Caros Amigos (sites); Lojas Murray, Sidney Borges e Ubatuba Víbora (blogs).
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