Ontem recebi muitos telefonemas e e-mails comentando o debate. Em sua maioria davam como certo um vencedor, como se estivéssemos frente a uma competição esportiva. Não é esse o espírito da coisa. A função do debate é mais significativa, serve para desnudar a alma dos candidatos. A telinha tem o condão de mostrar quem é sincero, quem é capaz de olhar nos olhos dos telespectadores e convencê-los de que suas propostas fazem sentido. Obviamente o marketing político exige ações. Mesmo que um candidato tenha ido mal, tenha sido relutante, pouco convincente, seus estrategistas farão tudo para mostrar ao povo que o que foi ao ar não corresponde à verdade. Eu considero tais medidas como puro desperdício de dinheiro. O que a televisão mostrou está guardado no coração do povo. A resposta será dada nas urnas. O debate serviu também para acabar com certos boatos de compra de partido. Depois do que foi visto na tela da Band, retornar ao tema só pode ser classificado como burrice. Ou uma forma de justificar falta de habilidade política. A “raposa e as uvas”, alguém se lembra? O PSDB vai à luta. E não vai apenas para fazer número, mas sim para vencer. Ou não me chamo Sidney Borges.
Nota do Editor: Sidney Borges é jornalista e trabalhou na Rede Globo, Rede Record, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo (Suplemento Marinha Mercante) Revista Voar, Revista Ícaro etc. Atualmente colabora com: O Guaruçá, Correio do Litoral, Observatório da Imprensa e Caros Amigos (sites); Lojas Murray, Sidney Borges e Ubatuba Víbora (blogs).
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