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COLUNISTA
Sidney Borges
31/05/2008 - 15h16
Na perna do vento
 
 

Decolamos de Marte no início da tarde com destino a Campinas. Quatro a bordo do acanhado Mooney. Na esquerda o dono do avião, Sauer, na direita eu e atrás o Souzinha e o Caló. Quando estávamos cruzando o Pico do Jaraguá o motor perdeu rotação e tossiu. Sauer checou os magnetos, imaginou que pudessem ter entrado em pane. Os indicadores de temperatura de cabeça de cilindro foram para o vermelho, começamos a perder altura. Por sorte ao lado havia a pista de Santana do Parnaíba. Quando já estávamos fazendo o circuito para pousar o motor encheu novamente, passou a funcionar redondo. Seguindo instruções da torre Marte subimos a 10 mil pés e retornamos em segurança. Sem saber de nada Kurt, sócio de Sauer no CGE decolou rumo à Ilhabela momentos depois. Na semana seguinte Sauer perdeu potência na decolagem e pousou de barriga na própria pista. Ele não tinha o hábito de drenar o tanque e como o avião ficava estacionado sob o Sol a água provocou as panes. Escapei por pouco. Anos depois meu amigo Pedrão me convidou para buscar o seu Mooney em Atibaia onde estava fazendo revisão. Pegamos carona no Arrow do Alemão e chegamos até a fazer o cheque de cabeceira para decolar. Nem é preciso dizer que eu próprio drenei o tanque duas vezes. Na cabeceira Pedrão, educadíssimo e encabulado me perguntou se eu ficaria chateado se deixássemos o avião em Atibaia para trocar a coifa do ar quente. Ele tinha trazido uma nova dos Estados Unidos. Retornamos de ônibus e combinamos que no dia seguinte iríamos buscar o avião e almoçar em Itú. Não foi possível, logo cedo fui chamado para substituir um professor doente no cursinho Universitário de Santo Amaro e não pude fazer companhia ao meu amigo. Ficou acertado que voaríamos de planador no final de semana. Ao chegar em casa à noite liguei a televisão. O jornal do SBT exibia um final de matéria, na tela a imagem de uma asa de avião fumegante ao lado de destroços calcinados. Deu para ler o prefixo. Era o Pedrão. Ninguém sabe o que aconteceu.


Nota do Editor: Sidney Borges é jornalista e trabalhou na Rede Globo, Rede Record, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo (Suplemento Marinha Mercante) Revista Voar, Revista Ícaro etc. Atualmente colabora com: O Guaruçá, Correio do Litoral, Observatório da Imprensa e Caros Amigos (sites); Lojas Murray, Sidney Borges e Ubatuba Víbora (blogs).
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