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COLUNISTA
Sidney Borges
26/04/2008 - 07h56
O canto do uirapuru
 
 

Dona Alzira no primeiro ano, Dona Maura no segundo, Dona Felicidade Campolim, mulher do professor Aldo, no terceiro e Dona Nice Barbosa no quarto. Dos colegas da época, esquecemos de um que estudou comigo no São Pedro do Pari e conosco no Frei Paulo, onde ficou apenas um ano. Dirceu "Fantomas" Lanzoni. Esse também morreu prematuramente. No São Pedro, escola que contrariava todas as regras da pedagogia, tranquei o Geraldo, irmão do Guido, no banheiro e deu o maior rolo. Foi sem querer. A ida ao banheiro era automática, ia um e na seqüência o colega do lado - carteiras duplas - depois a fila de trás, até irem todos. Não era raro algum aluno do primeiro ano cagar nas calças. Na minha vez de visitar a casinha o Geraldo estava lá, matando aula. Esperei e como ele não saísse, fiquei examinando o funcionamento do trinco da parte externa da porta. Acabei, sem querer, deixando a porra do trinco fechado. Como eu disse aquela escola era o avesso de tudo. Onde já se viu pôr trinco do lado de fora do banheiro? Tempos depois se ouvia na sala uma voz que parecia vir do fundo dos infernos, longe pra cacete. Gritava: sidinei..., sidinei..., sidinei. No começo nem liguei mas aos poucos foi caindo a ficha, ao mesmo tempo que caía a ficha da classe. Todos olhando para mim, até aquela menina que eu queria que olhasse e nunca olhou. Sorri para ela, mas deve ter sido um sorriso amarelo, não foi correspondido. Enfim, famoso por quinze minutos, como previu Andy Warhol. A professora, que parecia uma bruxa velha foi investigar e voltou com o Geraldo se debulhando em lágrimas e apontando para mim. - Foi o sidinei professora. Como um cristão na arena do Coliseu, esperei o veredicto dos polegares para baixo. Chamaram o meu pai que ouviu quieto os reclamos da professora e não deu a mínima, de lá fomos comer bauru na Balneária. Ele encontrou um amigo, contou a história e disse que a professora devia mais era enfiar o trinco num lugar apertadinho. Eles riram muito. No outro dia ela me perguntou o que o meu pai tinha feito para me castigar e eu expressei a opinião dele sobre o local apropriado para o trinco. Foi assim que acabei indo estudar no Orestes Guimarães.


Nota do Editor: Sidney Borges é jornalista e trabalhou na Rede Globo, Rede Record, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo (Suplemento Marinha Mercante) Revista Voar, Revista Ícaro etc. Atualmente colabora com: O Guaruçá, Correio do Litoral, Observatório da Imprensa e Caros Amigos (sites); Lojas Murray, Sidney Borges e Ubatuba Víbora (blogs).
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