Alguns acontecimentos recentes me dão a impressão de que a eleição de outubro será um festival de baixarias. Apesar da Justiça Eleitoral estar atenta e atuante, o processo político local funciona na base de favores e denúncias. O povo perdido no festival de iniqüidades das metralhadoras giratórias dos candidatos não percebe o engodo, fica feliz com pouco, troca o voto por uma camiseta e trinta reais. E não consegue ver que a vida não vai melhorar, não há propostas. E principalmente, não há planejamento. Ôps, peço desculpas, falei um palavrão. Planejamento em Ubatuba é palavra de baixo calão e não deve ser proferida na frente de senhoras e crianças. Os candidatos precisariam mostrar disposição de trabalhar com racionalidade, opondo-se ao padrão ubatubense de ações isoladas, próprias de amadores. Sem o que propor, candidatos e acólitos lançam pedras ao ar. A maioria vai ter de fazer curativos na cabeça, os mais providos o farão em Caraguatatuba, onde a Santa Casa está em situação melhor. Eu sempre pergunto aos candidatos com quem converso o que fariam de diferente. Nunca me senti convencido pelas respostas. O panorama não é alentador. Há improviso e amadorismo de sobra, só isso e nada mais. E dossiês em cima de dossiês. Ganhe quem ganhar vai continuar tudo tristemente igual.
Nota do Editor: Sidney Borges é jornalista e trabalhou na Rede Globo, Rede Record, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo (Suplemento Marinha Mercante) Revista Voar, Revista Ícaro etc. Atualmente colabora com: O Guaruçá, Correio do Litoral, Observatório da Imprensa e Caros Amigos (sites); Lojas Murray, Sidney Borges e Ubatuba Víbora (blogs).
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