Sidney Borges |  |
Segunda-feira, 14, aconteceu uma reunião do PT com a finalidade de apresentar os pré-candidatos do partido à Câmara Municipal. O encontro contou com a presença de petistas ilustres e transcorreu em um ambiente de entusiasmo e esperança. Encerrados os trabalhos conversei com o coordenador regional do PT, Salvador Soares, que está otimista quanto às possibilidades do partido em outubro próximo. Obviamente a conversa versou sobre alianças, o PT tem uma militância aguerrida e conta com um pré-candidato promissor, respeitado entre os formadores de opinião e dono de discurso convincente. Com um dado importante a favor, não apresenta rejeição, o que aliado a uma boa campanha pode ser sinônimo de sucesso. E a campanha poderá surpreender, não é segredo a disposição de Lula em vencer, o que significa dinheiro nas campanhas do PT. Como é de conhecimento até do mundo mineral, com dinheiro tudo fica mais fácil. Salvador disse ainda que o prefeito Eduardo Cesar o procurou para saber se haveria a possibilidade de uma composição que repetisse a eleição passada, embora hoje o partido do prefeito seja o DEM (antes era o ex-PL, atual PR), ferrenho opositor do governo petista. Há apenas uma restrição para coligações do PT com o DEM ou com o PSDB. Não podem acontecer em cidades onde há campanha televisiva, o que não é o caso de Ubatuba. Salvador completou dizendo que o prefeito Eduardo Cesar ofereceu compensações significativas ao PT, chegou a falar em vice-prefeitura e citou nomes ilustres da esquerda nacional que seriam seus amigos. O coordenador finalizou dizendo que do ponto de vista político todas as possibilidades devem ser consideradas, mas o PT obedece rigorosamente a vontade das bases. No caso de alianças municipais quem decide é o presidente do partido local. Posto isto fiz uma pergunta ao presidente do PT de Ubatuba, Maurício Moromizato, pré-candidato a prefeito: - Existe possibilidade do PT se coligar com o DEM e você sair como vice de Eduardo Cesar? A resposta foi laconicamente oriental: - Não. Continuei: - E se Eduardo Cesar quiser ser seu vice? - Também não. Aproveitei para finalizar sem querer provocar, mas provocando: - O que você faria se recebesse uma ordem superior impondo a coligação? Depois de alguns segundos de reflexão, Maurício encerrou a entrevista: - Isso é impossível em se tratando do PT, onde existe democracia, mas para não deixar você sem resposta eu digo que abandonaria a política. Não dá liga, somos como água e óleo, líquidos imiscíveis.
Nota do Editor: Sidney Borges é jornalista e trabalhou na Rede Globo, Rede Record, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo (Suplemento Marinha Mercante) Revista Voar, Revista Ícaro etc. Atualmente colabora com: O Guaruçá, Correio do Litoral, Observatório da Imprensa e Caros Amigos (sites); Lojas Murray, Sidney Borges e Ubatuba Víbora (blogs).
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