Hoje recebi um amigo para um robalo assado com alcaparras e salada de pupunha, acompanhados de um excelente vinho branco. Depois do almoço, enquanto esperávamos o café e colocávamos a conversa em dia ele me contou da gripe que teve no mês passado, no exterior. Ficar doente é ruim, ficar doente em país estranho é pior. Eis o relato: - Peguei uma gripe terrível que me fez lembrar da dengue do ano passado, a diferença era a coriza, meu nariz vertia rios de água. Eu estava hospedado na casa de um amigo, que ficou assustado com o meu estado e ligou para o serviço médico. Quinze minutos depois uma ambulância estacionou na porta e um médico me atendeu. Fez muitos exames, muitas perguntas e me acalmou, disse que depois de medicado eu amanheceria bom. Em seguida me deu uma receita e orientou como buscar os remédios. Quando ele ia saindo perguntei quanto tinha custado a visita. A resposta foi: - O senhor não me deve nada, neste país cuidamos da saúde do povo, é nosso dever, é dever do Estado. Os remédios foram fornecidos assim que a receita foi apresentada, sem filas, sem burocracia e sem custo. É bom quando um país assume e cumpre a responsabilidade de cuidar da saúde do povo e se dá ao luxo de estender o atendimento aos visitantes. Quase ia me esquecendo, aconteceu em Paris, França.
Nota do Editor: Sidney Borges é jornalista e trabalhou na Rede Globo, Rede Record, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo (Suplemento Marinha Mercante) Revista Voar, Revista Ícaro etc. Atualmente colabora com: O Guaruçá, Correio do Litoral, Observatório da Imprensa e Caros Amigos (sites); Lojas Murray, Sidney Borges e Ubatuba Víbora (blogs).
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