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SEÇÃO
Crônicas
11/01/2022 - 06h13
Qual o limite do seu coração?
Damião Ramos Cavalcanti
 

É difícil saber quantas vezes bateram nossos corações, sobretudo as vezes que eles ainda irão bater. Não há tecnologia que precise a quantidade ou variação dos seus ritmos, ao ponto de predizer tais números, entre a vida e a morte. Acontece um vaivém; ora acelera, quando o corpo e a cabeça se agitam; ora desacelera, quando retornam à rotina, e voltam a se alterar nos momentos de emoção. Porém, tudo nos limites que garantam a nossa vida. Há limites, inclusive às coisas que não têm vida, seja no tempo, seja no espaço. Mas o coração, que se considera o símbolo do amor, não entende bem seus próprios limites.

Fiz-me a pergunta o que seria o limite, no dia em que vi o filme O Céu é o limite. Limite se define pelo espaço nas suas extensões; ou pela duração, quando se trata da divisão do tempo, que é um todo; mas, separado em frações, determina-se o que inicia e o que termina ou chega a um certo limite. Embora já tenha escrito, em crônica anterior, que o tempo é uma categoria, na sua conceituação, contínua, dividida apenas por convenções humanas para a medição e a relação das nossas existências. Nesse aspecto, os limites são usados para aquilo que está submetido à continuidade ou à descontinuidade de um referido tempo. Também, desde antes de Cristo (65 - 8 a.C. , em Sátiras, 1,1) o poeta Horácio filosofou: “Há uma medida nas coisas; existem, afinal, certos limites”.

Compreender nossos limites é estágio de sabedoria. Goethe, numa das suas poesias, admoesta que “é na limitação que se revela o mestre”. Essa compreensão deve se estender, a partir dos limites das coisas elásticas e inelásticas. Um metro de tal fio até quanto ele poderá ser esticado, sem se romper? Ou quantos quilos ele suporta suspender, cem ou duzentos? E uma liga de aço teria qual limite ao fogo? A nossa saúde possui limites bem diferenciados dos acima citados. Até mesmo a fadiga dos mais preparados e sadios atletas derruba-os nos campos, pistas ou tatames da vida, quando os limites não são respeitados. Ninguém deve exigir que seu corpo supere seus reais limites.

O limite se caracteriza como assunto sério, quando ele se refere aos desejos da criança voluntariosa, querendo fazer o que, racionalmente, não se deve. Então os educadores ou pedagogos criticam os pais, que educaram seus filhos, não ensinando-lhes limites. Tal má educação produzirá adultos, sem limites aos desejos dos seus “egos” ou de um mundo só para eles. Desrespeitar limites também desune a união de pessoas ou separa unidos. Multiplicam-se os casos em que o amante alerta a amada; ou ela, o amado: “Você já passou do limite”, dando tudo como terminado... Pois é, limite encerra coisa seríssima. Os sonhos não sofrem limites da realidade. Todos os humanos temos impulsos a sonhar desejos, mas apenas realizáveis, se não ultrapassarem os limites da razão.

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