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COLUNISTA
Julinho Mendes
23/07/2013 - 09h01
Fábula dos buracos
 
 
Luiz Moura 

De tanto ouvir as pessoas reclamarem dos buracos, mais uma vez resolvi reescrever sobre os buracos...

Os buracos estão presentes em nossa vida e no dia-a-dia. Ao acordar a primeira coisa que fazemos é irmos até o buraco do vaso para fazermos as necessidades fisiológicas. Depois lavamos os buracos de nossa cara e a água se escoa pelo buraco, indo para um outro buraco ainda mais fundo.

No buraco do ouvido enfiamos cotonetes e até o minguinho para resolver uma coceira. É feio, mas todo mundo enfia o dedo no buraco do nariz e em outros buracos também.

No café, muita gente faz um buraco no pão tirando o miolo; faz um outro buraco na margarina, que passa no buraco do pão. O buraco do copo enchemos com leite e café que saem pelo buraco da cafeteira. Buracos há no queijo, no bolo de fubá e por dentro do mamão.

Os observadores de pássaros, recentemente descobriram que a corruíra faz seu ninho no buraco na parede; o pica-pau faz seu buraco no pau seco, assim como o periquito e até o caxinguelo.

O tatu cava seu buraco mijando pra amolecer a terra. O guaruçá já faz seu buraco em terra mole, não precisa mijar. Mas o pior é colocar a mão do buraco da cumbuca; macaco curioso se ferra nesse buraco.

Até o céu tem o seu buraco. Será que vamos para o buraco negro do céu, passando pelo buraco na camada de ozônio? Tenho certeza que primeiramente iremos para o buraco do caixão e depois depositado num buraco de sete palmos. Como diz o buracólogo Zé Ronaldo: “Desse buraco ninguém escapa, seja nego de buraco rico ou nego de buraco pobre!”

O buraco é universal e agora está globalizado. Existem vários buracos onde os povos estão metidos: buracos de sangue e ódio, buracos de intolerâncias, buracos de revoltas, buracos de violência, buracos de má economia e de má administração, buracos de lama e corrupção, buracos, buracos e buracos; tem buraco enfiado dentro de buraco. Mas fazer o que se o povo gosta dos buracos!

Disseram-me que Ubatuba está em segundo lugar no ranking dos buracos, perdendo apenas para a Lua. Não sei se na Estufa ainda tem o buraco apelidado de Piscinão do Ramos. No Perequê-Açú dizem ter buraco chegando no Japão.

Se os buracos tivessem olhos, padre e mulher tinham que andar de calça comprida! Você já contou em quantos buracos passa por dia? Não? Tente contar! Leve em conta os buracos que estão virados para cima e os que estão virados para baixo. Eu explico! Os buracos que estão virados para baixo são aqueles que a Sabesp cava por aí; já os buracos que estão virados para cima, são aqueles que os empreiteiros da Sabesp tamparam por aí, deixando aqueles caroços, fazendo de Ubatuba um verdadeiro paraíso para tatu e guaruçá nenhum botar defeito. Esses exemplos são de buracos existentes nas ruas asfaltadas. Cá pra nós: - Que asfaltinho sem vergonha, hein?! Temos também os buracos atravessados, aqueles de cruzamentos de ruas, verdadeiras trincheiras onde os carros baixos têm que passar em diagonal, roda por roda.

Nas ruas sem pavimentações a coisa fica confusa, não sabemos se as ruas estão cheias de buracos ou se são os buracos que estão cheios de ruas? Quem anda a pé não sente os buracos porque pula por cima ou desvia fazendo um zigue-zague; a não ser quando a rua é escura, em que o sujeito anda reto metendo os pés nas poças d’águas, xingando tudo quanto é mãe de político.

O povo reclama dos buracos, mas entraram pelo buraco do cano, pois a reclamação entra por um buraco e deixa sair por outro buraco da orelha.

O cidadão que anda de bicicleta, esse tá ferrado, vai viver com calo na bunda pro resto vida. Tenho dó do motorista de ônibus, esse coitado, vai se aposentar com bico de papagaio, espinhela caída e torcicolo crônico.

Éééé! Estamos num buraco! Quem manda gostar de buracos? Será que nunca vamos sair do buraco?

Quando depositamos nosso voto no buraco da urna, a esperança é de sairmos do buraco, mas acabamos entrando num outro buraco dentro do buraco. Sai um, entra outro, e vemos que é tudo buraco da mesma urna, ou buraco do mesmo saco. Sim! E por falar em saco, podemos considerar o saco como sendo um buraco mole e móvel.

Ubatuba está brilhando? Sim! As poças d’água das ruas refletem, dia e noite, o brilho do sol, da lua e das estrelas; logicamente quando não está nublado.

Com essa onda de protestos, vejo que a Dilma está em um grande buraco, mas a hora que ela sair dessa cratera, vai despejar dinheiro em Ubatuba, acabando com tudo quanto é buraco, inclusive tampando o buraco da Gruta que Chora na praia da Sununga e o buraco da Dita do morro do Curuçá no caminho para o Perequê-Açú.

Fala sério!

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