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COLUNISTA
Ernesto Cardoso
15/01/2006 - 09h38
É, ou não é, um partido ético?
 
 

Existe, sim, um Partido político, cujos valores éticos o tem distinguido desde sua origem, aliás, motivada exatamente nessa diferença - o PSDB. Não queremos com isto dizer que não haja entre seus luminares algum passo mal pensado. Todavia, não tem existido conivência com o erro. Desde a degola do Secretário da Presidência da República, o digno e competente Clóvis Carvalho, acusado levianamente pelo PT, destituído por FHC e que mais tarde foi dirimido de culpa, pois, era inocente, até a perda da Presidência do partido pelo ex-candidato ao governo de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, acusado de participar de esquema de financiamento irregular em sua campanha, os que se desviaram do caminho PSDBista foram devidamente enquadrados.

Pois bem, encontra-se, novamente, o PSDB diante de uma encruzilhada entre o moral e ético, fundamentos históricos de sua atuação política e o chamado pragmatismo que é inerte à essas virtudes: Alckmin ou Serra?

Serra desponta, neste momento, como o mais imbatível concorrente de Lula. Prefiro usar o termo concorrente do que adversário. O bom combate político faz-se entre concorrentes que guiados por um ideal comum entendem o caminho a seguir de forma distinta e lutam por suas idéias de forma altiva, sem trazer para o centro da disputa os defeitos e falhas pessoais de seus pares - os demais concorrentes.

Serra tem uma história digna de todos os encômios e aparece, obviamente, neste momento, sendo o mais conhecido nacionalmente, em vantagem nas pesquisas sobre Alckmin. Ninguém negaria a esperança de que ele poderia vir a ser um bom Presidente e a esta altura, uma melhor opção à Lula. No entanto, Serra empenhou sua palavra, ao assumir sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, de que não disputaria o pleito presidencial em 2006. Isto foi dito e formalmente assumido. Naquele momento Lula aparecia como imbatível para um segundo mandato. Hoje as circunstâncias mudaram e as pesquisas não são mais tão favoráveis à Lula. Todavia, entretanto, porém, no entanto, ou o PSDB é um partido que prima pela ética, ou seja, tem políticos pessoalmente éticos, ou não é. Serra está eticamente impedido de disputar a Presidência, pois, concluiu apenas um quarto de seu mandato na Prefeitura, à qual ascendeu, é bom lembrar, revestido de imensa esperança do povo paulistano de que abriria uma nova fase antipetista em vários aspectos, especialmente os éticos e os de competência. Conseguiu dirimir, exatamente, a dúvida que se levantava à época de que estaria, apenas, desejando o mandato para se candidatar à Presidência em 2006. Negou firmemente esta intenção. Conseqüentemente, deveria ser o primeiro a se declarar inelegível

Por outro lado, temos o governador de São Paulo, detentor de um histórico quase épico de governo, sem termos de comparação, dado o tamanho dos problemas que herdou - verdadeira herança maldita advinda do PMDB e a revolução administrativa e financeira que realizou, liderando sem questionamentos (diferentemente de Marta Suplicy) a reorganização da dívida pública do Estado e do País. Não bastasse todo este acervo de realizações e eis que ele já se apresenta, a esta altura, nas pesquisas, com posição invejável, cerca de 20 porcento da preferência popular e com claro potencial de grande crescimento. Sua bagagem de conhecimentos e experiência legislativa e especialmente administrativa, a nosso ver, supera sob alguns aspectos até a do próprio Serra. Em seu estilo sóbrio e contido, Covas e ele foram o mais importante esteio, entre todos os demais governadores estaduais, na recuperação financeira deste país, ao assumir a responsabilidade e realizar a façanha do saneamento das finanças do mais importante Estado da Federação e da participação, sem disputa (diferentemente de alguns outros governadores e prefeitos) da cota do Estado no pagamento de sua dívida pública com o governo federal, após a renegociação levada a efeito por FHC. Diga-se, a bem da memória e da verdade, que a assunção pelo Governo Federal da dívida dos Estados e Municípios, no início do primeiro mandato de FHC e a sua renegociação por trinta anos, sem o que a maioria dos Estados e Municípios seriam mantidos, como estavam, em situação falimentar, por outro lado, responde, em parte, pelo aumento da dívida pública ocorrida em sua gestão, tão alardeada injustamente e em desabono da verdade pelo PT, mas, que não houvesse ocorrido e hoje estaríamos afundados na mais completa desordem financeira pública.

Alckmin parece-nos, pois, o nome inquestionável do PSDB. Além de mais político - no bom sentido, menos vaidoso e mais capacitado a um diálogo construtivo e inteligente, é um candidato que fez, está fazendo e continuará a fazer o que promete e saliente-se, o que fez tem dimensão nacional sem paralelo.

Acresce que a ética na política, deverá ser o grande tema a ser explorado pela oposição. Esta bandeira, tão dilacerada neste governo, precisa ser empunhada por alguém que seja sem jaça.


Nota do Editor: Ernesto F. Cardoso Jr. é Economista (UERJ) e MBA (Univ. of Pittsburgh, EUA).
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