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Medicina e Saúde
28/02/2021 - 05h58
Atividade física ajuda no tratamento de doenças
 
 
No mês de fevereiro as campanhas de conscientização abraçam doenças autoimunes e a leucemia, que têm na prática de esportes uma forte aliada para a melhora da qualidade de vida do paciente

De janeiro a dezembro as cores invadem o calendário da saúde como um alerta para a necessidade de conscientização da população. E junto com a chegada do segundo mês do ano vem também as campanhas do Fevereiro Roxo, que aborda doenças como Lúpus, Fibromialgia e Mal de Alzheimer, e do Laranja na conscientização sobre o combate à leucemia.

Todas doenças de muito impacto no organismo, sendo que três delas ainda não têm cura. O que reforça ainda mais a importância de um diagnóstico precoce, que pode garantir uma melhor qualidade de vida para o paciente. Ações deste tipo se espalham pelo mundo dando informações e mostrando para as pessoas como lidar com as diferenças. E de quebra, atuam no combate ao preconceito gerado com algumas doenças.

Se no passado a recomendação médica para tratamento de doenças crônicas era ficar em repouso. Hoje, pesquisas demonstram que a prática de exercícios não só é segura e possível, como também pode melhorar o desempenho físico e a qualidade de vida do paciente. Segundo análise feita pela The American College of Sports Medicine (ACSM), em centenas de estudos que relacionam a atividade física e o câncer, por exemplo, os praticantes ativos apresentaram 20% a menos de chance de desenvolver tumores. Além disso, também tiveram 43% de redução na mortalidade por diversas doenças e 38% pela doença em si.

Para Walter Oliveira, professor e influenciador técnico da Fit Sul, franqueada da Smart Fit em Santa Catarina, além dos índices indicados acima, há também o benefício fisiológico. “O exercício ajuda o organismo a produzir substâncias anti-inflamatórias, que vão atuar em todo o nosso corpo. Ajudando na recuperação do órgão com câncer, ou aliviando as crises de dores causada pela fibromialgia”, destaca o especialista. Como a doença baixa a oxigenação do paciente, ele tende a ficar mais sedentário e, com isso, os movimentos acabam comprometidos. E o exercício físico vem justamente para melhorar esse quadro e reforçar o sistema imunológico do corpo, que irá resistir melhor aos impactos da doença e poderá ter uma recuperação mais rápida.

Oliveira reforça ainda que cada fase do tratamento precisa de cargas e orientações diferentes. “Quando falamos em condicionamento físico o treino deve ter uma intensidade mais elevada. Já para os que estão em tratamento, a prescrição é outra. O exercício vem para atenuar os efeitos da doença, melhorando a qualidade de vida. Nestes casos, os órgãos de saúde indicam em média 150 minutos de atividade moderada por semana”, explica.

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