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Opinião
15/09/2020 - 07h15
Vai faltar comida?
Benedicto Ismael Camargo Dutra
 

Em sete de setembro de 1822, nascia a pátria Brasil. Temos de buscar a autonomia e voltar a viver do lado da felicidade da vida! Em dois de setembro de 1822, no palácio imperial estava sendo assinada a Independência. Idealistas liderados pela imperatriz Leopoldina e José Bonifácio não mediram esforços para dar ao Brasil a liberdade política, algo que muitos países conquistaram só no século 20. No mesmo dia, do ano de 2018, houve um incêndio no palácio imperial que fora transformado em Museu Nacional. Simples coincidência ou um sinal do Céu para os brasileiros.

O projeto era estabelecer uma nação livre, espiritual e materialmente. Esperemos que o sacrifício não tenha sido em vão. Desde aquela época grupos hostis procuram impedir que o Brasil se torne livre e independente de fato. É triste e lamentável observar quantos se deixam envolver pelos inimigos do país, cujas armas usadas são a mentira, o medo e a falsidade, opondo-se a que surja uma pátria de Luz. O tecido social está sendo corroído. A precarização geral está aumentando. É preciso energia para que o país não afunde no abismo da imoralidade. A Pátria tem sido descuidada e deixada por conta dos esfoladores, aqueles que para atender a seus interesses semeiam misérias.

O uso de máscara sanitária é imperativo legal, mas as máscaras da falsidade, utilizadas espontaneamente por pessoas que mostram o que não são, escondem a face real de suas cobiças. Cada um desses enganadores terá de colher o fruto das suas sementes malignas. A falsa consideração cairá por terra. Esperemos que surja a verdadeira consideração humana da parte de todos, no pensar, falar e agir, pois sem isso o mundo tende a piorar.

O país está desfigurado, faltam estadistas sérios em todos os níveis e as cidades vão perdendo o seu encanto, sua paz e sua beleza, pois os prefeitos e vereadores, no geral, mais atrapalham do que promovem o progresso. Nos Estados e no Congresso é a mesma coisa. O Brasil precisa de uma nova geração de políticos. O mundo também. Vamos aproveitar as eleições municipais para excluir os que não prestam. É preciso usar a intuição e avaliar quais são as intenções dos candidatos nesta era em que os homens materialistas, dominados pelo intelecto, estão decepcionados com as religiões e não creem mais em Deus.

É importante examinar se existem candidatos empenhados para que haja melhora geral das condições de vida e do aprimoramento da espécie humana. Vamos votar certo. No governo e finança pública é onde se cometeram grandes crimes contra a natureza e o social; muitos países estão arruinados por causa disso, inclusive o Brasil. O social, não o socialismo, tem a ver com a verdadeira consideração humana; não fazer ao outro o que não faríamos a nós mesmos.

Um pouco de cautela com as operações na Bolsa de Valores não faz mal a ninguém. É sempre útil relembrar o passado, evitando o comportamento de manada levada pela ânsia de obter ganhos, pois o funcionamento tem sido na base de os ganhos de uns acarretarem perdas a outros. Hoje as ações estão em alta, independentemente do resto da economia meio despedaçada pela globalização e maus governos. Mas quando vier uma ressaca, as consequências serão imprevisíveis.

Abusos de preços sempre ocorrem, haja vista o que aconteceu com a subida dos preços de remédios. A taxa de câmbio é influenciada pela taxa de juros. Dólar barato aumenta a procura, mas para que não haja escassez, aumentam-se os juros, e com isso a dívida também sobe. Como disciplinar a exportação de alimentos para que o mercado interno não fique desabastecido e inflacionado? Com as mudanças climáticas, os problemas da alimentação aumentarão pelo mundo. Enfrentamos tempos difíceis, mas a classe política cobiça o poder e promove o caos.

A economia globalizada se tornou artificial e unilateral, e afastou-se do todo. O Capitalismo de Estado, com seu protecionismo forte, está interferindo em tudo. O agronegócio avança para saciar a fome de quem tem recursos. A produção de manufaturas para consumo foi transferida para a Ásia, levando os empregos. Os grupos financeiros querem ganhos com controle do dinheiro. A massa fica alienada e não há projetos que conduzam ao aprimoramento da espécie humana.


Nota do Editor: Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola - o manuscrito que abalou o mundo”, “2012... e depois?”, “Desenvolvimento Humano”, “O Homem Sábio e os Jovens”, “A trajetória do ser humano na Terra - em busca da verdade e da felicidade” e “O segredo de Darwin - Uma aventura em busca da origem da vida” (Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

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