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Opinião
06/08/2020 - 06h38
O papel da Saúde Única frente a pandemia
Willian Barbosa Sales
 

No atual contexto em que estamos vivendo, somos bombardeados por uma infinidade de informações, muitas delas são capazes de despertar reflexos intrínsecos de inquietude com nosso “eu interior”, e sobre nossas relações com o universo a nossa volta. Perguntas surgem em nossos pensamentos como por exemplo: como manter a pluralidade com o cosmos onde estamos inseridos? Como encontrar a homeostase necessária para o ideal convívio entre todas as formas de vida existente em nosso planeta? Como evitar que sejamos dizimados por outras pandemias por não perceber que não estamos sozinhos nesse planeta?

A respostas para todas essas perguntas podem ser encontradas ou melhor analisadas sob a luz da “One Health”, expressão conhecida a nível global, que em nosso país tem se fortalecido como Saúde Única. Mas o que significa o termo “One Health” ou Saúde Única? Esse termo reconhece, afirma e acredita em uma interconexão fundamental que existe entre todas as formas de vida, ou seja, entre seres humanos, animais e o meio ambiente que os rodeia. A saúde humana, animal e ambiental é indissociável, a existência dessa tríade forma a Saúde Única, a homeostase entre as ações existentes entre cada uma são essenciais para garantir o futuro saudável e sustentável do equilíbrio e vida em nosso Planeta Terra.

Estamos passando por um momento único no mundo moderno que possui como gatilho a doença do novo coronavírus (COVID-19), causada pelo vírus SARS-CoV-2 de origem zoonótica, ou seja, patologia que pode sem vinculada aos seres humanos por animais. Por quantas zoonoses passamos ao longo da nossa história? Será que não aprendemos nada? Acredito que aprendemos muito com o avançar de toda nossa bagagem científica desenvolvida pela epidemiologia, saúde pública, patologia e todas as outras ciências correlatas. O que não aprendemos, estamos protagonizando agora no mundo moderno, ou seja, essa doença possui características únicas de origem homem-animal-meio ambiente, sua rápida explosão ocorreu pela elevada interconectividade humana, mobilidade e comércio global.

Ser protagonista dessa parte da história, só chancela a necessidade de uma abordagem de cunho efetivo em Saúde Única. A interface existente entre homem-animal-meio ambiente, está sendo reconhecida internacionalmente como uma tendência efetiva para o gerenciamento de doenças emergentes e novas pandemias de origem zoonótica.

Precisamos estabelecer mecanismos e processos eficazes de colaboração para o enfrentamento de possíveis ameaças, ou seja, precisamos pensar único, precisamos viver em Saúde Única. Somente tornando esse conceito elegível, conseguiremos formar esforços de alta capacidade, para lidar e implementar a abordagem da Saúde Única no futuro, e assim conseguir as respostas esperadas para futuros incertos à espreita.


Nota do Editor: Willian Barbosa Sales é biólogo, doutor em Saúde e Meio Ambiente, coordenador dos cursos de Pós-graduação da área da saúde do Centro Universitário Internacional Uninter.

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