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Opinião
11/09/2019 - 06h53
Orson Welles e as fake news
André `Bode´ Marcos
 

Vivemos uma enxurrada de notícias e informações que, em alguns casos, são mentiras ou fake news, como se diz modernamente. Com a popularização das redes sociais e dos aplicativos de troca de informações via celular cada vez mais utilizados, a possibilidade de informações falsas e mentirosas cresce exponencialmente. Eleições são vencidas ou perdidas, carreiras artísticas e esportivas são comprometidas e até profissionais experientes do meio jornalístico e intelectual são alvos nessa rede. Mas se você pensa que essas situações são frutos da internet e da modernidade, engana-se. Historicamente, algumas fake news geraram extrema confusão para as pessoas das mais variadas épocas e sociedade.

Um dos grandes exemplos aconteceu com um dos maiores cineastas da história, autor do clássico “Cidadão Kane”. Em 1938, na rádio CBS (Columbia Broadcasting System), Orson Welles interrompeu a programação musical para anunciar uma invasão alienígena aos Estados Unidos. A transmissão durou apenas uma hora, mas na costa leste do país desencadeou um medo jamais visto, pois estima-se que 6 milhões de pessoas ouviram essa transmissão, sendo que aproximadamente 1,2 milhão entraram em pânico e congestionaram as linhas telefônicas dos serviços policiais das regiões de Newark e Nova Iorque.

Alguns grupos armados se formaram para “caçar” marcianos à noite e pessoas cometeram suicídio com gás para não serem capturados. O fato é que Welles estava fazendo uma dramatização da obra “A Guerra dos Mundos”, de George Wells. Quando a situação ficou quase fora de controle, a polícia foi até a rádio e exigiu que Orson desmentisse a informação, mas ele se recusou, dizendo: “é para ficarem assustados mesmo”. Muitas pessoas processaram a rádio após o acontecimento, querendo indenizações, mas ninguém conseguiu nada. Um exemplo de como receber informações sem confirmação pode ser arriscado.

As fake news, até as mais inocentes e despretensiosas, podem ser muito perigosas, pois a maioria das pessoas apenas aceita como verdadeiro e reproduzem o que viram sem contestar ou confirmar, gerando um “telefone sem fio”. Mas neste mundo moderno, com as facilidades das redes sociais, como evitar que sua mãe ou sua tia receba pelo WhatsApp uma informação e a repasse no grupo da família como verdade absoluta? Veja alguns conselhos para evitar as fake news:

1) Não repasse alertas. Existem sites especializados e boletins confiáveis que divulgam alertas e denúncias sobre vírus, ameaças e vulnerabilidades de segurança.

2) Faça uma análise crítica do que receber. Tenha a curiosidade de entrar em buscadores e pesquisar sobre a suposta ameaça no "alerta" recebido. Se for mentira, rapidamente você encontrará várias páginas denunciando o falso alerta.

3) Por último, o e-mail, WhatsApp, Twitter, redes sociais pessoais não são meios confiáveis, nem tampouco adequado, de divulgação em massa. Lembre-se que estas informações no mundo digital ganham uma proporção incomodativamente maior, mais promíscua e, muitas vezes, criminosa.


Nota do Editor: André “Bode” Marcos, especialista em História do Brasil e Gestão Escolar, é professor do Colégio Positivo, em Curitiba (PR).

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