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Crônicas
18/07/2019 - 06h56
A Barraca do Samba em Ilhabela
Maria Angélica de Moura Miranda
 
Arquivo MAMM 

No final da década de setenta, os bailes do Yacht Club de Ilhabela eram uma das nossas festas preferidas, mas havia um contratempo, a última balsa era às 23h e a primeira era às 6h da manhã. Nós que morávamos em São Sebastião fazíamos um grupo de amigos e era uma aventura.

No baile encontrávamos os amigos de Ilhabela e depois, lá pelas 4h da manhã, quando o baile acabava, seguíamos para a Barraca do Samba.

Ali ficávamos até 5h, quando o dia começava a clarear, para depois seguir à pé até a Barra Velha e voltar para São Sebastião.

Essa era a melhor parte do passeio, os amigos de Ilhabela, nos faziam companhia e o samba, da melhor qualidade, era a música preferida.

Em Ilhabela os compositores eram Camarão, Eliseu e outros. Até hoje me surpreendo com a quantidade de músicas que os regionais de Ilhabela compunham, sambas maravilhosos!

Além disso, a música popular brasileira vivia o seu melhor momento com a chegada da bossa nova, nossos amigos do violão eram Luiz Fernando e Quidinho.

Quando eu já estava casada, meu filho Rafael Puertas, com 12 anos, me questionava por querer ir à algum lugar e eu não deixar, então eu me saía com esta frase:

“Você pensa que a gente está aonde quer???? Veja se eu estou na Barraca do Samba de Ilhabela... Eu estou na Barraca do Samba???? Não... Eu também não estou onde eu queria estar!”

No dia Dia das Mães a escola preparou uma festa, e uma professora fez as lembrancinhas com latinhas de cerveja para as mães. Umas receberam cinzeiro, outras porta lápis... E na hora que meu filho foi ao palco mostrar o presente que ele tinha feito para mim, todos caíram na risada... Ele disse:

“Eu fiz um chocalho para a minha mãe porque ela é louca pra ir pra Barraca do Samba em Ilhabela...”


Nota do Editor: Maria Angélica de Moura Miranda é jornalista, foi Diretora do Jornal "O CANAL" de 1986 à 1996, quando também fazia reportagens para jornais do Vale do Paraíba. Escritora e pesquisadora de literatura do Litoral Norte, realiza desde 1993 o "Encontro Regional de Autores".
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