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Opinião
18/03/2019 - 07h56
Para refletir com seriedade
Benedicto Ismael Camargo Dutra
 

As mudanças climáticas e outras alterações da natureza são grande ameaça para a espécie humana, principalmente por não ter como contornar graves eventos em andamento. Mas há uma grave ameaça pouco reconhecida e estudada: são as mudanças de comportamento que estão afetando as novas gerações. Das inspirações mais elevadas, decaímos no sentimentalismo, e agora nem isso é dado a ver, só fantasias embrutecidas geradas por cérebros mecanizados que estão perdendo calor humano.

Em 1889 tinha início no Brasil o sistema republicano de governo que deveria ter erguido a nação, mas regredimos com o mundo. No século 20, tivemos duas guerras; nos anos 50 ainda havia a comoção e a busca sincera do aprimoramento humano e melhora geral em paz. Durou pouco, logo se instalou a busca geral por prazer e o ser humano foi encolhendo em sua estatura, ocorrendo o mesmo com o Brasil ainda de forma mais ostensiva. No conjunto geral também podemos dizer que vivemos num planeta onde tudo que é benéfico para a vida sofre ataques destrutivos.

Diante dos imensos problemas que atingem a humanidade, o século 21 exigiria um estudo sobre a decadência da espécie que deveria evoluir e beneficiar o planeta: causas, efeitos, e soluções para deter o declínio continuado. Na medida em que o século vai avançando, os seres humanos deveriam sentir cada vez mais atração pela espiritualidade, mas isso não está ocorrendo devido aos pendores pelos prazeres terrenos, vaidades e cobiças.

Faltam na civilização: educação, compreensão do funcionamento e respeito à natureza e suas leis, assegurar a liberdade e a responsabilidade, trabalho para uma existência condigna que conduza ao aprimoramento da espécie. A classe política perdeu dignidade. Surgiu o esforço para a globalização ampla e irrestrita, mas o que se constatou foi a decadência geral da humanidade, a qual esqueceu que é responsável por gerar filhos e que deve dar a eles qualidades nobres para impedir o retrocesso.

Está tudo tão decadente nos filmes, na televisão, com as mais bizarras cenas em qualquer horário, que as crianças vão crescendo achando tudo certo e normal, por mais absurdo que possa parecer. Homens e mulheres têm o direito de se vestir como quiserem na sua vida pessoal. Mas se for professor ou representante público, em sua atividade específica, que modelo deve oferecer aos jovens?

O declínio no bom preparo das novas gerações e o desconhecimento das leis da natureza comprometem o futuro da humanidade e do planeta. A decadência geral avança com a disseminação de maus hábitos. A vida se tornou uma rotina imbecilizante e as novas gerações tendem a agir como robôs, sem individualidade, comportando-se como meros complementos das máquinas.

Como preparar os jovens para a vida? Desde cedo as crianças devem ser orientadas para a importância do aprendizado, do trabalho e da busca do significado da vida. Quem somos nós? O que é o planeta onde vivemos? Como ele possibilita a vida? Tudo segue o ritmo das leis da Criação. O apagão mental aumenta. Quem lê, pensa e raciocina com mais clareza. Há tanto dinheiro estocado e tantas coisas que precisam ser feitas para que a Terra recupere a sua hospitalidade dando à maioria das cidades condições gerais de vida adequadas, mas o dinheiro criado pelo homem, com papel e tinta, adquiriu vida própria e por sua posse são cometidos crimes e delitos, assassinatos e guerras, enquanto se permite a continuada decadência da espécie humana. A economia deveria ser a ciência do progresso, mas se tornou um cassino onde as moedas passaram a ser o foco de apostas especulativas. Há algo errado nesse mercado, mas faltam estudos que definam os rumos da economia real.

A vida é uma passagem rápida e o que se leva para o além são as experiências e as vivências. Trata-se de uma permanência transitória neste perecível mundo material, para que a semente espiritual germine e se desenvolva para retornar fortalecida para a origem. Mesmo acontecimentos abaladores não conseguem adentrar profundamente na alma para que o ser humano busque a compressão do significado da vida e se torne um ser humano de valor, que busque a Luz da Verdade em cada acontecimento.


Nota do Editor: Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. É autor dos livros: “Nola - o manuscrito que abalou o mundo”, “2012... e depois?”, “Desenvolvimento Humano”, “O Homem Sábio e os Jovens”, “A trajetória do ser humano na Terra - em busca da verdade e da felicidade” e “O segredo de Darwin - Uma aventura em busca da origem da vida” (Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

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