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Opinião
17/05/2018 - 05h21
Quem é `o brasileiro´?
Montserrat Martins
 

Quem é “o brasileiro”, que vai definir os rumos do país em 2018? O brasileiro é feliz e não sabe. Ou sabe. Aqui temos comida abundante e barata em relação a outros países, na Europa por exemplo você não encontra arroz nem feijão, artigos de luxo lá, o arroz por exemplo requer muita água para sua produção e somos privilegiados em matéria hídrica.

Aqui temos facilidade em fazer amizades, mesmo com desconhecidos, somos mais informais – para o bem e para o mal. Num episódio recente, da Copa do Mundo realizada no Brasil, os estrangeiros confirmaram mais uma vez que foram bem acolhidos pelas pessoas daqui. É comum, por exemplo, que os argentinos se apaixonem pelas brasileiras, um amigo argentino que casou com uma brasileira explicou que elas são mais afetivas, menos rígidas que as da sua terra.

Estamos habituados ao convívio entre povos de diferentes etnias e culturas, somos uma população mestiça e multicultural, com imigrantes dos diversos continentes. Não que não existam problemas de convívio aqui, somos todos humanos, mas compare com o que você vê acontecendo nos outros países, mesmo na dita “civilizada” Europa a xenofobia está em alta.

“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, já disse o Caetano, também autor da máxima que “de perto, ninguém é normal”. Nós sabemos que a desorganização é uma das nossas mazelas, efeito colateral de uma informalidade excessiva? Do nosso descrédito em autoridades, devido aos maus exemplos históricos de um país colonizado e explorado? Seja qual for a causa histórica, o desafio brasileiro é o de se organizar para evoluir.

Nenhum povo fala tão mal de si, o tempo todo, mesmo sendo tão privilegiado em vários aspectos. Visto pelo colonizador como seres inferiores a serem dominados, será que incorporamos esse modo de nos vermos? As pesquisas científicas não confirmam esses preconceitos, nem que o brasileiro em geral trabalhe pouco, nem que seja desonesto em sua maioria. Mas o auto-preconceito parece irredutível, merece um exame do nosso “inconsciente coletivo”.

Nem tudo é imutável, por exemplo o brasileiro é cada vez menos católico, que diminui em percentual não só em relação aos evangélicos, mas também em relação aos agnósticos, ateus, ou de outras formas de espiritualidade. Tradicionalmente o brasileiro é visto como conservador, mas também bem menos que em décadas anteriores. Somos “anti-autoridades” mas às vezes abrimos mão dessa tendência, como já aconteceu na nossa história.

E é com toda essa complexidade que nos encaminhamos em 2018 para escolher nossos rumos para os próximos anos.


Nota do Editor: Montserrat Martins, Colunista do Portal EcoDebate, é médico psiquiatra, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e ex-presidente do IGS – Instituto Gaúcho da Sustentabilidade. Fonte: Portal EcoDebate (www.ecodebate.com.br)

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