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Opinião
11/02/2018 - 06h53
Filmes que ensinam
Alessandra Cerri
 

Os filmes, muitas vezes, têm a missão de nos ensinar. Depende do telespectador buscar as mensagens e tentar trazê-las para a realidade. Assisti “Extraordinário” (título perfeito, aliás) e me surpreendi com as muitas lições que ele nos traz.

Pois bem, o filme conta a história de um menino que nasceu com uma deformidade e por muito tempo evita o convívio com a sociedade por ser diferente. Então, chega o momento de ir para a escola e, inevitavelmente, enfrentar seus medos e as sombras dos outros. Sim, porque aqueles que expressam qualquer tipo de preconceito na verdade estão se revoltando contra suas próprias sombras (por hora fiquemos por aqui, pois esse assunto é extenso).

Continuando... Alguns personagens mostram a importância de atitudes, por vezes simples, para a transformação de crenças e paradigmas que empobrecem uma sociedade. Nesse filme vemos o papel fundamental dos pais na orientação e no encorajamento dos filhos sem, no entanto, instigar o enfrentamento violento ou hostil.

Mostra também o papel de um professor comprometido em passar lições de vida, que por tantas vezes são muito mais necessárias que os assuntos previstos nas grades curriculares rígidas e “robotizadas”. Mais que isso, expõe o papel decisivo de um diretor que percebe as virtudes e as características mais nobres de cada aluno e as valoriza para fazer da escola um ambiente que agrega, que potencializa as capacidades de cada um. Sim, as pessoas, felizmente, são diferentes e saber realçar este fator pode significar um grande talento.

Também prova que a gentileza e a compaixão são facilmente espalhadas e contagiadas, basta que uma pessoa corajosa enfrente e quebre o “costume padrão”. E numa parte muito educativa e verdadeira exibe uma situação que, infelizmente, vejo cada vez mais comum: o preconceito. O bullying é ensinado em casa, pelos pais, porque a criança por si só não nasce discriminando, não nasce querendo humilhar, ela apenas reproduz o que ouve e vê.

Mas é do personagem principal, o pequeno-grande menino, que recebemos uma das maiores lições: ainda que as pessoas ao seu redor sejam medíocres, agressivas; ainda que sua vida não seja perfeita, veja o melhor lado de cada um, fortaleça-se na adversidade e distribua gentileza. As pessoas extraordinárias são aquelas que são fortes sem perder a docilidade, lideram sem oprimir e ensinam sem humilhar.

Até a próxima. Namastê!


Nota do Editor: Alessandra Cerri é sócia-diretora do Centro de Longevidade e Atualização de Piracicaba (Clap).

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