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Crônicas
08/02/2018 - 07h47
A vala do Outeiro
Maria Angélica de Moura Miranda
 
Arquivo MAMM 

No Centro de São Sebastião (SP) havia um morro conhecido como Outeiro. Ele ficava dentro da fazenda que havia por aqui e por isso a fazenda também se chamava Fazenda do Outeiro.

Atrás desse Outeiro, que na verdade significa pequeno morro, passava um rio e havia ali uma comporta, que foi construída para nas épocas de chuva controlar a quantidade de água que descia pelo córrego, evitando assim as enchentes.

Porém as crianças da região tinham ali uma grande distração, escorregavam pelo morro e caíam nas águas da comporta. A comporta foi, na verdade, a primeira piscina pública de São Sebastião.

As águas que passavam nesse córrego vinham da caixa d'água, que durante muitos anos abasteceu a cidade. Depois com a construção da Petrobras ficou sendo usada somente dentro da área, onde hoje está a Transpetro. Na década de 70 a vala foi canalizada, mas continua aberta e atravessa toda a cidade, desaguando na Praia da Frente.

Em 1984, depois de um vazamento de produto inflamável dentro da área da Petrobras, que acabou escoando pela vala, um morador ateou fogo. Esse foi o acidente mais sério ocorrido até agora por causa da Petrobras, causando pânico e desespero aos moradores de São Sebastião. Houve uma vítima fatal que enfartou de susto.

Certa vez a Petrobras resolveu que faria cavernas subterrâneas para armazenar GLP, apresentou projeto, fez painéis demonstrativos e colocou pela cidade. Para isso porém o local escolhido foi justamente onde havia o Outeiro. Fez-se então o desmonte do morro do Outeiro e o material tirado de lá, foi usado para fazer o aterro que existe na Rua da Praia. Na verdade não passou do projeto, as cavernas não foram construídas.

Mesmo atravessando todo o Centro da cidade, por lugares importantes como o hospital, a prefeitura, a área da Marinha essa vala continua sendo usada como depósito de lixo.

Desde 2017 a Cetesb, a Fapesp, a Prefeitura e os moradores da Vila Amélia em São Sebastião, estão fazendo reuniões sobre o risco de morar perto dos tanques de armazenamento de combustível da Transpetro. Nossa ideia é retomar o Plano APELL e levar nas escolas palestras para orientar a população sobre o perigo. Esse trabalho está sendo acompanhado por uma universidade francesa, que em 2017 trouxe os alunos que ficaram por aqui 20 dias e fizeram algumas instalações e encenações sobre os riscos de acidente.


Nota do Editor: Maria Angélica de Moura Miranda é jornalista, foi Diretora do Jornal "O CANAL" de 1986 à 1996, quando também fazia reportagens para jornais do Vale do Paraíba. Escritora e pesquisadora de literatura do Litoral Norte, realiza desde 1993 o "Encontro Regional de Autores".
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