Análise psicológica das relações amorosas na trama das nove
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Na trama das 21h00 da Globo, “Salve Jorge”, podemos elencar vários personagens, que sofrem de descontrole emocional no que tange aos RELACIONAMENTOS AMOROSOS, os chamados CORAÇÕES DESESPERADOS. Alguns com razões genuínas, outros nem tanto, mas o que prevalece são sentimentos de obsessão, frustração, e a má administração sentimental. O psicólogo Alexandre Bez, especializado em Relacionamentos pela Universidade de Miami, e autor do livro INVEJA-O INIMIGO OCULTO, fez uma análise de alguns personagens na novela da Gloria Perez, confira! Podemos iniciar com Aída (Natália do Valle), em função de sua carência, está sempre querendo viver a vida de seu pretendente, muitas vezes assumindo gostos estranhos, aos quais nem está acostumada, como gostar de surf, por exemplo. A bola da vez agora é o coronel Nunes (Oscar Magrini) que sofre as consequências do coração descontrolado da namorada. Pelas atitudes, tudo indica que ela sofre de Transtorno de Dependência Emocional. Ou seja, só será feliz, se tiver "alguém" ao seu lado, não importando quem for. Em função de seu problema, Aída consegue aliar obsessão e compulsão intermináveis, pensando e ainda pior perseguindo o coronel por toda a parte. Já sua irmã Raquel (Ana B. Nogueira), tenta exibir uma atitude mais regrada nesse sentido, mas fica difícil esconder a sua evidente frustração no que tange o assunto casamento. Não consegue administrar a evasão de Stênio (Alexandre Nero), e agora flerta com o capitão Élcio (Murilo Rosa). Na realidade, não gosta de nenhum dos dois, mas é melhor ficar com alguém do que sozinha. Já Carlos (Dalton Vigh), parece que agora está descobrindo, ou melhor redescobrindo sua grande paixão, num sentimento recíproco com Antonia (Letícia Spiler), que por erro de percurso, acabaram não permanecendo juntos no passado. Este por sua vez embarcou em grandes roubadas com duas golpistas de primeira, que são a ex Yolanda (Cristiana Oliveira) e provavelmente a futura ex, Amanda (Lizandra Souto) que está ótima no papel de falsa, tentando seduzir o quase ex-marido. Quanto a Zyah (Domingos Montagner) e Bianca (Cleo Pires) suas diferenças culturais, a falta de paciência de ambas as partes assim como a influência da família dele, foram suficientes para acabar com a efêmera paixão que os abateu. Essa paixão é suficiente para desnortear todos os sentidos, acabando com as razões e proporcionando mudanças radicais, em suas vidas, justamente como aconteceu com os personagens. Voltando ao coronel, parece que ele se envolveu novamente com Wanda (Totia Meirelles), mas não sabe no que está se metendo. No caso dele, parece que na época seu envolvimento com ela era fidedigno, pois continha intenções e uma boa dose de carinho. Às vezes, por algum fato particular à essência da personalidade, alguma dificuldade existencial ou de qualquer outra origem, a vontade de ficar com alguém é praticamente dizimada. No futuro há essa chance novamente, mas a outra parte no caso aqui Wanda, não permite ocorrer novamente. O passado vem a tona, e pode despertar sentimentos reais, que estavam omitidos nas profundezas do inconsciente. Porém, para concretizar o desejo do passado, a pretendente tem que engrenar no mesmo clima. No caso da Wanda, seu caráter interesseiro, mesquinho e sua psicopatia feroz atrapalham, não permitindo que ela mude e assuma uma relação. E por último, o grande calhorda da estória Celso (Caco Ciocler) que não tolera a sua separação de Antonia, perdendo-a para Carlos e amargando-se na decepção interna, por achar que é superior. Seu complexo de superioridade, o faz achar que tem o direito de difamar Antonia à sua filha causando com isso um enorme sentimento de tristeza e confusão em Raíssa. Atitudes como essa deveria ser punidas severamente, pois atrapalham a normalidade do desenvolvimento psicoemocional das crianças. Celso também desenvolve uma obsessão e compulsão, mas diferente de Aída que é a perseguição por medo de perder. Ele a tem para destruir Antonia.
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