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A confecção de instrumentos de corte é uma das mais antigas expressões de arte praticadas pelo homem. O uso de facas, espadas, canivetes, punhais e navalhas marcaram o desenvolvimento e evolução do ser humano e, durante muito tempo, foram fundamentais para garantir a sobrevivência. Nem todos sabem, mas essa arte que atravessa séculos chama-se cutelaria. No Brasil, o termo ainda é pouco utilizado. A palavra ‘cutelo’ significa instrumento cortante semicircular de ferro e vem do latim cultellu (faquinha), de onde provém também o termo ‘cutela’, que se refere à faca larga para cortar carne. As facas fazem parte da história e é impossível imaginar como seria a vida sem o uso deste artefato, que é considerado de extrema importância para a sociedade. Os primeiros registros são do período Paleolítico Inferior, há 2.500.000 anos, na Tanzânia e na Etiópia. As primitivas facas eram feitas de lascas de pedra e usadas para fazer as pontas das lanças, cortar couro para as roupas e produzir utensílios destinados à defesa e ao abrigo. Com o decorrer do tempo, a fabricação dessas ferramentas tornou-se mais elaborada, ganhou aspectos estéticos e a paixão pela arte transformou-se em profissão. O cuteleiro é um artesão que sabe lidar com diferentes tipos de materiais, como metal, couro, madeira e tecidos, e busca produzir peças cada vez mais aprimoradas e sofisticadas. Admirada por artesãos e colecionadores, a cutelaria está ganhando destaque fora dos meios especializados e o mercado do ramo também está crescendo. A técnica pode ser classificada como artesanal, que requer esforço e habilidade artística manual, ou industrial, na qual há a utilização de máquinas e a produção é feita em série. Os amantes dessa arte milenar poderão apreciar as obras dos grandes mestres da cutelaria na I Mostra Internacional de Cutelaria (www.mostrainternacionaldecutelaria.com), que acontecerá nos dias 14 e 15 de julho, em São Paulo. O evento tem como objetivo difundir a cultura no país, dar visibilidade aos profissionais e empresas do ramo e permitir o intercâmbio de culturas, tradições e experiências com outras iniciativas regionais, nacionais e internacionais. A Mostra terá como destaque a participação de Jerry Fisk, um dos principais cuteleiros do cenário mundial e detentor do título de Tesouro Nacional Vivo, por suas obras e contribuição a cultura americana. Estarão presentes, também, os cuteleiros Rodrigo Sfreddo e Ricardo Vilar. Nota do Editor: Roger Glasser é PhD em Hospitalidade e organizador da I Mostra Internacional de Cutelaria.
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